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riscos_e_rabiscos

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* Que tipo de pessoas são vocês? *

livros.jpgEu sou das que usam marcadores. Pode ser um papel qualquer, desde um pacote de açucar, uma pétala de flor, uma folha de árvore que ache gira, um envelope ou até uma fatura de uma cena qualquer que já tenha sido paga (giro este, não é?).

 

Sempre me fez confusão, impressão livros com pontas de capa dobradas e amachucadas e jamais dobrei uma ponta de uma folha de um livro. Há quem sublinhe livros com cores, escrevinhe a caneta por todo o lado e até faça desenhinhos. Eu não. Mesmo quando andava na Universdade, na quantidade de livros que tive de ler e estudar nunca encostei uma caneta. Se tive de sublinhar, fi-lo com lápis, se tive de fazer anotações, fi-lo com lápis. Quanto às capas, estiveram sempre protegidas por um forro de um papel giro ou de um celofane.

 

Eu sou assm, sou comichosa com estas minhas coisas. Às vezes custava-me emprestar os meus livros a amigas porque sabia que eles não voltariam como o meso tratamento com que tinham saído das minhas mãos. Para mim, livros sao tesouros e, assim sendo, trato-os o melhor que posso e com o valor e respeito que me merecem. 

 

As Minhas Leituras de Infância.

A propósito da reedição dos livros das “Aventuras dos Cinco”, ao que parece há muito esgotados em Portugal, voltei atrás no tempo.

 

Lembrei-me das minhas tardes de verão, deitada em cima da minha cama com o meu cão Rex (que desapareceu e nunca o encontrámos :() deitado aos meus pés a devorar os livros de banda desenhada e aventura que eu tanto adorava.

 

A minha mãe sempre me incentivou à leitura. Não me lembro de lhe pedir um livro que ela não mo tivesse comprado. E ela própria me comprava alguns por sua livre iniciativa.

 

Talvez um dos primeiros livros mais giros que tenha tido, tenha sido este:

Amava os livros da Anita, as suas ilustrações, as aventuras. Ainda os tenho e continuo a achá-los como dos mais belos em termos de ilustrações.

 

Depois vieram as Aventuras dos Cinco, que me fizeram viver as histórias que protagonizaram, a colecção do “Colégio das Quatro Torres” que lia emprestados. Tive poucos.

         

Quem se lembra ainda dos livros da Patrícia? Estes eram os meus favoritos. Calculo que não deviam ser livros muito baratos na altura embora eu tivesse bastnates. Mas uma amiga minha cujos pais eram “ricos” tinha todos os livros. Sempre que saia um, os pais compravam-lhe. Acabei por lê-los quase todos.

Depois havia a banda desenhada da Luluzinha. Ainda hoje adoro! quando brincava com uma amiga minha que tinha um irmão mais velho – e respectivos amigos – nós imaginávamos que tínhamos o tal clube do “Menino não entra”. E até colámos um letreiro na porta do quarto dela. Será escusado dizer que deu confusão, não é? :)

Sabem, apesar de, naquela altura, não haver tanta variedade como agora, líamos muito mais pois não tínhamos consolas, internet e sei lá mais o quê para nos distrairmos. E sabem que mais, não sei até que ponto não éramos mais felizes…

 

O Homem Misterioso

Um dia destes, na pinguinolândia, andava alguém a telefonar para lá e pediam para falar com a professora Pepper.

 

Quando me informaram disto, achei super estranho, até porque na verdade não sei o número fixo de lá e, comichosas como as pinguins são, jamais em tempo algum eu o daria a alguém sem autorização.

De resto, sempre que preciso falar com a pinguim-mor, eu ligo directamente para ela, para o seu número pessoal.

 

Vinha eu do refeitório, uma pinguim aproxima-se de mim, com um ar grave, e diz-me "professora, anda um homem a telefonar para si..." Glup! Caiu-me tudo aos pés. Sabem aquela sensação de culpada de algo mesmo quando estamos inocentes? Foi assim que me senti...

"Um homem a telefonar para mim? Mas eu nunca dei o telefone daqui e nem sequer sei o número fixo...", respondi, incrédula.

A pinguim acrescenta "Pois professora Pepper mas o homem já anda a telefonar há vários dias... eu até andei a ligar para todas as salas à sua procura..." Oh diabo! Ainda mais estranho é.

 

Então o "homem" não tem o meu número pessoal?! - Pensei eu com os meus botões.

"Ó Ir. Pinguina, faça-me um favor, se o tal "homem" voltar a ligar para mim, diga-lhe que eu não estou aqui todos os dias. E que se quiser falar comigo que deixe o contacto." Eu estava super-intrigada com o tal "homem".

 

Fui dar a minha última aula, que por acaso era na sala da pinguim-mor. "Professora Pepper, ligaram a dizer que amanhã vêm entregar os livros (finalmente!)", informou-me ela. FIAT LUX! De repente fez-se luz! O tal homem que se fartou de ligar para mim durante vários dias era, nem mais nem menos, do que... O VENDEDOR DA EDITORA DOS LIVROS!

 

Era preciso fazer um verdadeiro "caso sérios" por causa de um inofensivo vendedor da editora onde eu encomendara os livros?! {#emotions_dlg.blushed}

Coisas da Escola

 

 

                       

 

 

Fui ao colégio para tratar de alguns assuntos pendentes para o arranque do próximo ano lectivo. Sabem aquelas “batatas quentes” que nos passam para as mãos? Pois foi isso mesmo que fui despachar.

 

Fiquei muito contente pois o director deu-me os parabéns, pela segunda vez, pelas coisas terem corrido tão bem no mês de Agosto. E sei que a P. e a C. também lhe disseram o mesmo e que as coisas correram tão bem que o mês de Agosto passou num instante, nem se deu pelo tempo passar.

 

Assim que entrei no portão começo a ouvir por todos os lados “teacher, teacher!” Encontrei logo uns pingarelhos mais velhos. Depois foi a vez dos mini-pingarelhos. E os que não vi fui à procura deles. O colégio nem parecia o mesmo: a azáfama tinha começado. Mas tenho imensas saudades dos miúdos. Mas tenho mesmo!

 

Lá expus e defendi as minhas ideias acerca dos livros. E desta vez ganhei, convenci o director a escolher os que eu pretendia trabalhar. Fixe! Eu vou adorar e os miúdos também!

 

Também me foi dado um esboço do meu horário. É idêntico ao do ano passado mas com uma distribuição das turmas muito melhor. Esperemos que resulte, também, melhor. Mas só cá entre nós, o director roubou uma hora a duas turmas, e era bem feito que os pais se queixassem.

 

As minhas microférias estão no fim. Não me apetece fazer grande coisa senão dormir. E até podia atribuir a culpa ao tempo. Um dia por estar calor e não me apetecer mexer uma palha, e outro dia porque está embrulhado e sentir uma moleza descomunal. Mas coitado do tempo. Leva sempre com as culpas todas! Então vamos lá atribuir as culpas a outro: o cansaço!

 

Surpresa!!!

 

Hoje de manhã fui apanhar uma grande seca com a minha mãe: fomos até à Segurança Social pedir o Complemento Solidário para Idosos. Uma nova invenção do governo para "aumentar" as enormíssimas reformas que quem está reformado recebe.

 

O governo "fez o favor" de abrir a Segurança Social  2 sábados, sob o pretexto de ter à disposição ajuda para o preenchimento dos impressos necessários à candidatura. Sim, porque não é garantido que recebam mais 5 tostões de aumento da reforma.

 

Existem os prevenidos que foram para a porta da SS (esta abreviatura é um bocado infeliz) às 6 da manhã, quando aquela só abria às 9 horas; existem os a-ver-se-pinga-alguma-coisa e que de antemão já sabiam que não se enquadravam nos requisitos mas foram aumentar a fila; e existem aqueles que sobrevivem, sabe Deus como, com reformas minúsculas e a quem estes aumentos são mais que devidos.

 

Conseguimos despachar-nos ainda a tempo de ir fazer almoço a casa. No entanto, estávamos decididas a compra algo já feito para nos poupar trabalho e ser mais rápido.

Liguei ao N. para saber o que andava a fazer e ele diz-me que foi às compras e que me pode  ir apanhar se eu quiser. Claro que quis. O calor e a vontade de ir ao WC eram imperiosas.

 

Disse-me logo que me tinha comprado duas coisas. Naturalmente, perguntei o que eram. "Logo vês", foi a resposta que obtive.

Entrámos no carro e viémos para casa.

 

Foi então que me foi feita uma agradável surpresa: o N. ofereceu-me um livro. Mas não foi um livro qualquer, não.

O livro que ele me ofereceu foi escrito por um dos meus autores favoritos: Mia Couto. Iupiiii!!!

Estou ansiosa de meter "olhos à leitura" e acho que vai ser ainda hoje bem instalada no sofá. Ou então já enfiada na cama com o Pimentinha aninhado a um lado e o N. no outro.  

Ah! E a outra surpresa...  Foi um Bolo Brigadeiro... Eu ontem disse que me apetecia um bocadinho de bolo de chocolate daqueles bem molhadinhos e ele fez-me a vontade...!!!

 

Confusão de Identidade

Só tenho vontade de espirrar. Talvez seja o meu organismo a tentar expulsar o que me vai na alma… Tenho o nariz a “picar” como se fossem os meus sentimentos e emoções a querer sair. 

 

Ando naquela fase – mais uma vez – em que não me apetece fazer nada, nem falar. O meu dia ideal era estar estendida sobre a minha cama sem ouvir ninguém nem dizer nada a ninguém. O silêncio absoluto. E não estou com a TPM.

 

O dia hoje até nem correu mal. Fui fazer o penso como é hábito e a enfermeira nem me pôs o inadine na loca. Diz que isto já está muito pequeno e não valia a pena. Agora basta só os cuidados de higiene básicos com betadine e uma compressa a proteger. Menos mal… Pode ser que sexta-feira o médico me liberte definitivamente dos pensos. Tenho já uma alergia ao adesivo na zona sentadeira…! Já não bastava a minha mãe ter que me “mudar a fralda” como agora ter que por a pomadinha…

 

Não sei o que se passou hoje, mas os miúdos estavam mais calmos. E consegui dar quase tudo o que tinha planeado para as aulas. Será que estavam assim porque a brutamontes faltou? Será que ela tem o poder de por os putos com os nervos em franja e depois descomprimirem na minha aula que é a seguir? Esquisito…

Finalmente os livros adoptados chegaram à escola. Foi uma alegria geral. Os miúdos adoraram os livros e começámos logo a trabalhar com eles. Espero que isto seja um prenúncio de uma Era e de óptima aprendizagem (sim, porque os meninos não sabem nadinha!). A ver vamos.

 

Fui confundida na rua com a “vizinha”. Epá, não gostei nada. Não me digam que estou com uma aparência tão vulgar que pareço a “vizinha”! Ainda por cima nem sei quem é a vizinha.

Houve uma altura da minha vida em que eu achava que estava parecida com a mulher que lava as escadas do prédio da minha casa. Vocês nem imaginam a figurinha. É o ser mais energúmeno existente ao cimo da terra. Só tem meio neurónio, parece uma trenga a falar, faz um péssimo serviço e é excelentemente bem remunerada. Contra a minha vontade.

Cada vez que me olhava ao espelho via o focinho da outra. Tive que mudar o corte e a cor do cabelo.

Deve ser porque sou parecida com a “vizinha” que a lavadeira pensava que eu trabalhava num café. Careca eu de lhe dizer que era prof. Ou o meio neurónio dela estava de férias ou a tal “vizinha” trabalha nalgum café para que me confundam com ela!

Mas isto de me confundirem com alguém é um fenómeno até bastante frequente. Já por duas ou três vezes que, no café, me confundem com alguém. Deve ser a tal “vizinha”. Está algo errado! Quem será a gaja com quem me confundem? Espero, ao menos, que tenha uma conduta irrepreensível…!

Tenho que pintar as minhas gadelhas de loiro, fazer meia dúzia de lipos e crescer alguns centímetros. Pode ser que assim deixem de me confundir.

 

Remodelações físicas para breve!

Nunca Mais Me Livro Disto...

 

Acordei a sentir-me como se não tivesse pregado olho. De tal maneira que até me doíam os olhos. Sair de manhã para ir fazer o penso foi doloroso.

Não me sinto bem nem física nem psicologicamente. Cheguei do penso e estiracei-me na cama. Teve que ser. É uma espécie de cansaço muito estranho. E hoje com a agravante da sensibilidade dos olhos que me ardiam e custavam a manter abertos.

 

Depois de almoço voltei a sair de casa. Fui pagar as minhas obrigações sociais e aproveitei para dar uma mini-volta pela minha cidade. Mas foi mesmo mini.

Aproveitei para ir à minha loja de vernizes preferida para abastecer o meu stock. Vocês não sabem mas eu sou muito comichosa com as minhas mãos e as minhas unhas. Acho que as mãos são um cartão de apresentação e se elas não estiverem como eu gosto, escondo-as.

Depois passei pela minha sapataria preferida - que está em saldos - mas nem sequer entrei.

Deparei-me com a Feira do Livro que faz parte das festividades aqui da minha cidade. Como estou lisa, foi passar a correr por apenas uma parte da feira, aquela que fazia parte do meu caminho. Ainda parei em 2 ou 3 stands mas sumi dali rapidamente. Os livros merecem mais atenção da minha parte.

Se tiver coragem, talvez dê uma voltinha por lá no fim-de-semana.

 

Apanhei o bus e vim directa dar explicação na minha casa à minha explicanda R. Ainda não deu nada mas como é uma aluna de altas notas, já anda toda preocupada. Para a semana há mais.

 

Ah, e já agora, gostaria de saber porque é que toda a gente, ainda por cima nesta altura, resolveu mandar-me mails e SMS daquelas que, se não reenviarmos, temos não sei quantos anos de azar? Quem me conhece pessoalmente sabe muito bem que sorte é coisa que não tenho. Basta de agoiros, não? Se acreditam nestas coisas e acham que mereço que me enviem estas coisas para a sorte me fugir ainda mais, enviem mas ficam já a saber que eu não reenvio pois não desejo mal a ninguém. Por isso, a falta de sorte fica aqui comigo.

 

Amanhã vai ser um dia super complicado. Nem me apetece que chegue. Vou voltar à seca do hospital mas depois conto o que se passou, num hospital que Portugal inteiro diz mal… Alguém já adivinhou qual é?

 

P.S. - Um obrigado a todos os amigos que têm passado por aqui e me têm deixado algumas palavras de ânimo. Sinceramente, do fundo do coração! :)